19/03/2020 às 08h45min - Atualizada em 19/03/2020 às 08h45min

Embaixador da China exige desculpas de Eduardo Bolsonaro por acusação sobre coronavírus

Correio do Povo
Yang Wanming pediu explicações ao governo sobre fala do filho do presidente | Foto: Embaixada da China / Divulgação CP

A Embaixada da China fez duras críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, nesta quarta-feira. O twitter oficial da entidade diplomática de um dos maiores parceiros comerciais do Brasil foi usado para rechaçar acusações sem provas do parlamentar sobre o governo chinês omitir informações do coronavírus.

"Ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental que está infectando a amizade entres os nossos povos", disparou o perfil oficial da Embaixada da China. "As suas palavras são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos", acrescentou a conta, fazendo referência ao governo dos Estados Unidos.

O próprio embaixador da China, Yang Wanming, fez manifestação irritada contra Eduardo Bolsonaro. "A parte chinesa repudia veementemente as suas palavras, e exige que as retire imediatamente e peça uma desculpa ao povo chinês. Vou protestar e manifestar a nossa indignação junto ao Itamaraty e à Câmara dos Deputados", indicou o diplomata, marcando ainda as contas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia; e do chanceler, Ernesto Araújo.

"As suas palavras são um insulto maléfico contra a China e o povo chinês. Tal atitude flagrante anti China não condiz  com o seu estatuto  como deputado federal", continuou Yang. Ele salientou, ainda, que as palavras do parlamentar "vão ferir a relação amistosa da China com o Brasil."

Maia respondeu, horas mais tarde, também através do Twitter. "Em nome da Câmara dos Deputados, peço desculpas à China e ao embaixador Yang Wanming pelas palavras irrefletidas do Deputado Eduardo Bolsonaro. "A atitude não condiz com a importância da parceria estratégica Brasil-China e com os ritos da diplomacia. Em nome de meus colegas, reitero os laços de fraternidade entre nossos dois países. Torço para que, em breve, possamos sair da atual crise ainda mais fortes."

 


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