04/04/2020 às 17h33min - Atualizada em 04/04/2020 às 17h33min

Brasil passa dos 10 mil infectados por coronavírus e registra o maior número de mortes em 24 horas

GaúchaZH
O Brasil chegou a 10.278 casos de pacientes com covid-19 e registrou o maior número de mortes dentro de um prazo de 24 horas: 72 – assim como número de infectados, que é de 1.222 no mesmo período. O total de óbitos é de 431. O maior número de casos confirmados ainda se concentra no Sudeste, com 4.466 somente em São Paulo, que também computa 260 mortes.
Os dados são deste sábado (4) e divulgados pelo Ministério da Saúde. A partir das 17h, uma coletiva da pasta começou a detalhar os números. O ministro, Luiz Henrique Mandetta, não participa do encontro de hoje, mas estão na apresentação João Gabbardo, secretário executivo; Rodrigo Said, secretário de Vigilância em Saúde Substituto; Rodrigo Frutuoso, coordenador-geral de Emergências da Secretaria de Vigilância em Saúde.
O Ministério da Saúde informou na sexta-feira que o distanciamento social ampliado, como é feito hoje em diversos Estados, deve ser mantido. A intenção é diminuir a velocidade da transmissibilidade e dar tempo para que todas as regiões estejam equipadas com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) em número suficiente.
De acordo com a pasta, será possível relaxar as medidas de isolamento quando houver também número suficiente de profissionais de saúde, respiradores, máscaras, luvas, médicos e enfermeiros e, assim, atender boa parte dos doentes por coronavírus e por outras doenças respiratórias sazonais.
A produção interna de testes para diagnóstico também está abaixo da demanda brasileira e, no mundo, há falta do produto. Além de falta de profissionais, o governo federal está com dificuldades para comprar máscaras e respiradores, já que diversos países estão carentes desses equipamentos ao mesmo tempo. De acordo com o ministro Luiz Henrique Mandetta, o que está sendo contratado não está sendo entregue, principalmente de produtos fabricados na China, que concentra 90% da produção, e que tem fornecido apenas para abastacer os Estados Unidos.
No Rio Grande do Sul, avalia o Ministério, o pico da epidemia ocorrerá no inverno, entre os meses de junho e julho. Preocupa o fato de outras gripes chegarem ao seu pico no mesmo período do coronavírus. Ontem, Mandetta afirmou que os meses de abril e maio terão semanas duras para a população e para a saúde pública por conta da infecção.
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