12/05/2020 às 15h56min - Atualizada em 12/05/2020 às 15h56min

Ibama pede suspensão imediata da pesca na bacia do Rio Uruguai

Radio Cidade SA
A Associação dos Servidores da Carreira Federal de Especialista em Meio Ambiente e do Plano Especial de Cargos do Ibama e ICMBio – PECMA no Rio Grande do Sul (ASIBAMA/RS) encaminhou documento a presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do RS, deputada Zilá Breitenbach (PSDB), pedindo medidas urgentes para enfrentar as consequências da seca no rio Uruguai. Segundo o documento, a seca provocou um distúrbio de proporções nunca vistas no Rio Uruguai, com redução drástica no nível do rio. Registros fotográficos, assinalam os servidores, mostram o rio praticamente seco, onde se pode atravessar de uma margem à outra, caminhando, por onde antes se encontrava o leito.
A redução drástica do nível do rio, acrescenta o documento, não se deve somente à seca, mas também “pela destruição sistemática das matas ciliares, banhados e áreas úmidas, além do uso descontrolado na irrigação de lavouras, resultando em grande conflito pelo uso do recurso hídrico, deixando a população em situação vulnerável”. O nível extremamente baixo do rio, afirmam ainda os servidores do Ibama, “deixou poços rasos no leito do rio e margens, dentro dos quais os peixes concentrados ainda encontram condições de vida, se tornando presas fáceis, vulneráveis a pesca esportiva e profissional”.
“Fortes imagens da situação vêm circulando intensamente nas redes sociais, mostrando a captura intensa de pescado, inclusive de espécies ameaçadas de extinção como o dourado e o surubim. A pesca desmedida e o desrespeito até as espécies ameaçadas indicam o grande impacto ambiental na fauna do rio”, alerta o documento. E acrescenta:
“O reconhecimento da gravidade da situação levou a Província de Corrientes na Argentina a editar no final de abril a “Disposición Nº 120” da “Dirección de Recursos Naturales”, proibindo todas as atividades de pesca no seu âmbito, até que se normalize a vazão do rio, de forma a assegurar a fauna e recursos pesqueiros”.
A redução drástica do nível do rio, acrescenta o documento, não se deve somente à seca, mas também “pela destruição sistemática das matas ciliares, banhados e áreas úmidas, além do uso descontrolado na irrigação de lavouras, resultando em grande conflito pelo uso do recurso hídrico, deixando a população em situação vulnerável”. O nível extremamente baixo do rio, afirmam ainda os servidores do Ibama, “deixou poços rasos no leito do rio e margens, dentro dos quais os peixes concentrados ainda encontram condições de vida, se tornando presas fáceis, vulneráveis a pesca esportiva e profissional”.
“Fortes imagens da situação vêm circulando intensamente nas redes sociais, mostrando a captura intensa de pescado, inclusive de espécies ameaçadas de extinção como o dourado e o surubim. A pesca desmedida e o desrespeito até as espécies ameaçadas indicam o grande impacto ambiental na fauna do rio”, alerta o documento. E acrescenta:
“O reconhecimento da gravidade da situação levou a Província de Corrientes na Argentina a editar no final de abril a “Disposición Nº 120” da “Dirección de Recursos Naturales”, proibindo todas as atividades de pesca no seu âmbito, até que se normalize a vazão do rio, de forma a assegurar a fauna e recursos pesqueiros”.
Além disso, pedem que sejam “revisadas as vazões autorizadas para irrigação de lavouras em períodos de estiagem, com vistas a garantir-s e a disponibilidade mínima de recurso hídrico necessária aos usos prioritários básicos de atendimento às necessidades humanas, e da manutenção dos processos ecológicos, previstos na legislação”.
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