04/02/2021 às 08h03min - Atualizada em 04/02/2021 às 08h03min

Pela primeira vez, cocaína preta é apreendida no RS

Jornal Noroeste

A Polícia Civil divulgou na quarta-feira (3) a apreensão de 26 quilos de cocaína preta, droga mais forte e mais cara, que é caracterizada por não ter cheiro e não reagir a testes preliminares durante abordagens de autoridades. O entorpecente foi apreendido na tarde desta terça-feira (2), na casa de um colombiano, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.

De acordo com a 1ª Delegacia de Novo Hamburgo e a Receita Federal, que fizeram o anúncio conjunto da apreensão, o produto era vendido dentro de embalagens de açaí. O colombiano preso estava sendo monitorado pelos agentes e trabalhava em um estabelecimento comercial na área de gastronomia. As investigações apontaram ainda que ele também possui na cidade uma loja de produtos naturais, utilizada como empresa de fachada.

A Operação recebeu o nome de “Açaí” justamente porque o investigado comercializava a cocaína preta dentro de embalagens da fruta em pó para não chamar a atenção da polícia.

Criada pelo Cartel de Cáli, na Colômbia, nos anos 80, a droga é mais viciante do que a cocaína tradicional. Segundo o delegado responsável pelo caso, Tarcísio Kaltback, a droga, que nunca havia sido apreendida no Estado, foi avaliada em R$ 6 milhões.

“Não é uma droga nova, foi desenvolvida na década de 1980 pelo Cartel de Cáli e já foi apreendida em outras partes do Brasil, mas aqui no Estado não temos conhecimento. Nunca havia sido apreendida antes. O preso informou que recebia R$ 10 mil por cada remessa de 13 quilos, e ele já havia recebido duas”, afirmou o delegado.

A droga tem sido usada por traficantes do país porque não reage ao teste preliminar feito para detectar cocaína ou cloridrato de cocaína por meio de reação química, que deixa a droga com a cor azul. Além disso, como não tem cheiro, torna-se ainda mais dfícil a identificação.


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