13/08/2021 às 11h31min - Atualizada em 13/08/2021 às 11h31min

"Asteroide do Apocalipse": estudo da Nasa aponta as chances de colisão com a Terra

GaúchaZH

A agência aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) revelou nesta semama um estudo que traz detalhes sobre a órbita de Bennu, considerado o "asteroide do Apocalipse" por ser um dos corpos espaciais com o maior potencial de colisão contra a Terra. A partir de modelos matemáticos formulados pela própria Nasa, os pesquisadores chegaram à conclusão de que são remotas as probabilidades de que Bennu se choque contra o nosso planeta pelo menos até 2300.

 

O estudo parte de dados coletados pela sonda Osiris-Rex, lançada há cinco anos com a finalidade de examinar diversos aspectos do Bennu.  A sonda concluiu a missão em março deste ano e esta retornando à Terra. A previsão é que pouse em 2023, com amostras do asteroide. 

Quanto à trajetória de Bennu, os pesquisadores afirmam que ele fará uma aproximação significativa da Terra em 2135, momento em que será possível determinar o quanto a gravidade do nosso planeta pode alterar percurso espacial desse objeto.

O que os modelos matemáticos atuais são capazes de prever com baixo risco de incerteza é que há dois anos-chave em que há possibilidade, bastante remota, de o Bennu colidir com a Terra. A primeira data é 24 de setembro de 2182, quando a possibilidade de impacto é de uma em 2,7 mil (0,037% de risco de colisão). A outra data é ao longo de 2300, em que a chance de colisão calculada é de uma em 1.750, uma probabilidade de 0,057% de risco de impacto.

Apesar de apresentar um prognóstico bastante otimista quando à segurança da Terra em relação ao Bennu, a Nasa ainda afirma que ele é um dos dois asteroides conhecidos que apresentam maior risco ao nosso planeta, juntamente com o objeto chamado 1950 DA. Além dos resultados otimistas, os cientistas americanos comemoram a precisão dos modelos matemáticos, que foram levados ao seu limite, segundo Davide Farnocchia, líder desse estudo no Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra.

— Os dados da Osiris-Rex nos deram informações muito precisas para podermos calcular com um alto grau de certeza a trajetória do Bennu até 2135. Nós nunca havíamos modelado a trajetória de um asteroide com tanta precisão antes — justifica.


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