20/08/2021 às 14h52min - Atualizada em 20/08/2021 às 14h52min

Aparecimento de peixes mortos na Região Central é investigado

GaúchaZH
O aparecimento de peixes mortos em rios, açudes e barragens da região tem preocupado as autoridades locais na Região Central. Pelo menos seis municípios registraram mortandade de peixes: São Martinho da Serra, Nova Palma, Faxinal do Soturno, Júlio de Castilhos, Pinhal Grande e Quevedos.

O primeiro caso foi registrado na sexta-feira (13) da semana passada, em um ponto do Rio Guassupi, em São Martinho da Serra. Policiais do 2º Batalhão Ambiental da Brigada Militar foram até o local, constataram a situação e coletaram amostras da água no local onde uma grande quantidade de peixes apareceu morta.

As amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas da Universidade Federal de Santa Maria. No entanto, nesta semana, pelo menos mais três municípios também registraram mortandade de peixes: Nova Palma, Faxinal do Soturno e Júlio de Castilhos. Nesses, todos os registros foram no Rio Soturno, que passa pelas três cidades. Da mesma forma, foram feitas coletas da água e recolhidos peixes, que foram encaminhados também para análise na UFSM.

Além disso, mais dois municípios tiveram registros e vão encaminhar amostras: Pinhal Grande e Quevedos, no Rio Toropi.

O delegado Marcelo Arigony, que responde pelas delegacias de Nova Palma e São Martinho da Serra, diz que está sendo feita uma força-tarefa para se juntar esses casos e tentar descobrir o que aconteceu.

— Esse evento ocorreu em diversos municípios da Quarta Colônia. Então, existe essa força-tarefa entre as forças policiais e órgãos ambientais, que estão fazendo essas coletas em diversos locais. A partir da perícia nós poderemos ter evidenciada a causa, e aí sim delinear melhor a investigação policiais e as conclusões sobre o que ocorreu — afirma.

Conforme os responsáveis pelo Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas da UFSM, as amostras coletadas ficam em processamento por até 15 dias. Após isso é que é possível dizer se há alguma contaminação nas amostras coletadas ou não. O prazo para divulgação do resultado é de até 60 dias.

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) também acompanha a situação.

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