05/11/2021 às 14h05min - Atualizada em 05/11/2021 às 14h05min

Leilão do 5G arrecada R$ 46,7 bilhões

Correio do Povo

leilão do 5G, promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), terminou nesta sexta-feira e arrecadou no total 46,7 bilhões, anunciou o ministro das Comunicações, Fábio Faria. O valor soma outorgas e compromissos de investimentos, de acordo com o ministro. Ao todo, 15 empresas participaram do processo. Devido ao grande número de propostas, o certame precisou ser dividido em dois dias.

“Superou todas as nossas expectativas. Chegamos agora ao valor de R$ 46,79 bilhões que já foram leiloados, grande parte será para investimentos”, disse Faria durante coletiva de imprensa na sede da Anatel, logo após o fim do leilão do 5G.

O ministro destacou que seis novas operadoras entraram no mercado. Disse ainda que o leilão foi o segundo maior do Brasil, atrás apenas do leilão do pré-sal. Faria também listou números de certames anteriores. “O leilão do 3G foi R$ 7 bilhões. O 4G foi R$ 14 bilhões. A Telebras, R$ 22 bilhões. Todos somados não chegam ao leilão do 5G”, disse, em referência aos R$ 43 bilhões dos certames que mencionou, na comparação com a arrecadação total superior a R$ 46 bilhões do 5G.

Faria também declarou que há lotes já autorizados a serem leiloados pela Anatel e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), cujos modelos de negócios “ainda não estão muito bem definidos”.  “Quem sabe no próximo ano teremos ainda alguns valores que serão arrecadados para fazer mais investimentos no nosso país, que tem um deserto digital enorme”, disse. Com esses outros valores, o governo estima superar a expectativa inicial de R$ 50 bilhões do leilão. O ministro ainda falou que, “pela primeira vez”, o Brasil terá a “a garantia e a certeza” de que o valor arrecadado será convertido em “benfeitorias para a população”.

 

Sobre os lotes que não foram arrematados - o que aconteceu principalmente na faixa de 26 GHz -, Faria afirmou que os espectros poderão ser negociados em breve. O ministro e os técnicos da Anatel, no entanto, não apontaram para um período específico e nem divulgaram a quantidade final de lotes que não foram arrematados.

"O entendimento que nós temos é que se em algum momento próximo for oportuno republicar, seria basicamente uma republicação do edital nos mesmos termos, não seria um novo leilão", afirmou o conselheiro Carlos Baigorri.

 

Compromissos

As empresas vencedoras têm compromissos de investimento definidos pelo Ministério das Comunicações e aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Anatel. O objetivo das contrapartidas é sanar as deficiências de infraestrutura, modernizar as tecnologias de redes e massificar o acesso a serviços de telecomunicações do país.
 

Entre os compromissos estão migrar o sinal da TV parabólica para liberar a faixa de 3,5GHz para o 5G, arcando com os custos; construir uma rede privativa de comunicação para a administração federal; instalar rede de fibra óptica, via fluvial, na Região Amazônica; levar fibra óptica para o interior do país; e disponibilizar o 5G em todos as capitais até julho de 2022.

Tim, Claro e Vivo se destacam no último dia do leilão

Nesta sexta-feira, Tim, Claro e Vivo se destacaram na corrida para integrar o 5G no Brasil na frequência de 26 MHz. A segunda iniciou vencendo os blocos G01 e G02, pela oferta de R$ 52.825 milhões em cada um deles. Já os lotes G03,G04 e G05 foram para a Vivo, pelos valores de 52,824 milhões. 

Na região Sul do Brasil, a Tim ganhou diferentes lotes, sendo um deles o H19, que teve proposta única de R$ 8 milhões, com ágio de 6,12% em relação ao valor inicial. A empresa ainda levou o bloco J20, cuja proposta foi de R$ 4 milhões, com ágio de 6,12%. Em nível nacional, a TIM propôs R$ 27 milhões e angariou o bloco I6. 

A Tim, Claro e Vivo, que já atuam no mercado brasileiro, também foram as que arremataram os lotes da principal faixa do 5G, de 3,5 GHz, a chamada "faixa de ouro" por ser a mais utilizada pelo sistema no mundo. Cada empresa venceu um bloco da faixa.


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