28/12/2021 às 08h22min - Atualizada em 28/12/2021 às 08h22min

RS não exigirá prescrição médica para vacinação de crianças contra Covid-19

Decisão foi tomada em reunião extraordinária nesta segunda-feira

Correio do Povo

O Rio Grande do Sul não irá exigir prescrição médica para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra o coronavírus. A decisão foi comunicada pela Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (SES) nesta segunda-feira, após reunião extraordinária com integrantes da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

"A vacinação contra a Covid-19 será operacionalizada para todas as crianças de 5 a 11 anos que se apresentarem, acompanhadas pelos pais ou responsáveis, em todos os pontos de vacinação organizados no Sistema Único de Saúde. Com isso, não haverá exigência de prescrição médica", publicou a SES em nota. A intenção de exigir um pedido médico para a vacinação de menores, além de uma autorização assinada pelos pais, partiu do ministro da Saúde Marcelo Queiroga, na última quinta-feira.

Para a aplicação do imunizante, será exigido um documento de identificação oficial da criança para fins de registro. Todos os pontos de vacinação deverão observar os grupos etários e o esquema vacinal aplicável no momento da administração. A SES estima que o público entre 5 e 11 anos seja de 964.273 pessoas. O Estado utilizará a dose pediátrica da Pfizer, aprovada pela Anvisa no dia 16 deste mês.

A secretária estadual de saúde, Arita Bergmann, avaliou como positiva a decisão ressaltando que “a vacinação deste público é proteção para que este retorne no próximo ano às aulas”. Ela reforçou que a vacina é segura e que há evidências científicas que comprovam a importância da imunização deste grupo. Segundo a secretária, será realizado um grande trabalho de organização e capacitação e também informando os familiares.

O Brasil ainda não possui doses da vacina contra a Covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos. Para segurança, o frasco é apresentado em outra formatação – com tampas e rótulo laranja –, para que não ocorram erros uma vez que a dosagem é diferente da aplicada nos demais públicos.


“A vacinação é uma escolha consciente de um familiar que quer que o seu filho seja saudável. Deixamos claro que a vacinação estará disponível e esperamos que os familiares coloque a importância de ter um filho em seus braços”, salientou a secretária.

 

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