11/01/2022 às 11h34min - Atualizada em 11/01/2022 às 11h34min

RS registra novo salto diário de casos confirmados de covid-19

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A atualização de casos confirmados no Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (10), mostra um novo salto de casos, indicando que o Estado vive um dos momentos de contágio mais acelerado desde o início da pandemia. Nesta segunda, foram anunciados mais 6.349 casos da doença em solo gaúcho, elevando para 4.531 a média móvel diária de confirmações.

Esse indicador, divulgado pelo governo do Estado, considera o dia de inclusão dos casos no E-SUS – sistema que ficou fora do ar entre 10 e 23 de dezembro e que apresentou lentidão em outros momentos, por conta do apagão de informações sobre a covid-19 nos bancos de dados do governo federal.

O aumento expressivo no gráfico, contudo, não se deve a publicação atrasada de dados, mas sim ao aumento veloz do contágio no Rio Grande do Sul, conforme o GT Saúde do gabinete de crise do governo do Estado. Segundo o coordenador do GT Saúde, Pedro Zuanazzi, o aumento veloz no número de casos se confirma quando há análise de outro indicador: a curva de novos casos por data de início de sintomas. Essa curva não sofre o mesmo impacto de finais de semana e feriados e demonstra o avanço rápido da doença no Estado.

Gabinete de crise reavalia dados da pandemia nesta terça-feira

Nesta terça-feira (11), o gabinete de crise do governo do Estado volta a se reunir para avaliar detalhadamente o comportamento da pandemia nas 21 regiões covid do Rio Grande do Sul. O encontro no qual os técnicos apresentam os dados ao governador e secretários ocorrerá durante a tarde e, ao fim da reunião, podem ser emitidos avisos ou alertas de risco.

Na semana passada, o gabinete de crise avaliou que havia um cenário de forte expansão do contágio e emitiu avisos de risco para as 21 regiões do Estado. O aviso é o primeiro nível de risco do sistema 3 As de monitoramento da pandemia.

A emissão desse documento serve como um recado de aumento de perigo para os comitês científicos das 21 regiões, mas não obriga que os prefeitos adotem medidas de contenção – diferentemente da emissão de alertas, que preveem ações concretas dos gestores.


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