24/02/2022 às 15h29min - Atualizada em 24/02/2022 às 15h29min

Nível do Rio Piratini, em Bossoroca, é o mais baixo desde 1972

Assessoria de Comunicação | Serviço Geológico do Brasil

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) monitora, em tempo real, os níveis dos rios em 46 estações hidrológicas, distribuídas nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Desse total, aproximadamente 67% se encontram com permanência de níveis abaixo de 90%, ou seja, nestes locais, pode-se dizer que a gestão dos recursos hídricos está comprometida para irrigação ou para abastecimento humano. O monitoramento abrange 94 rios, sendo 67 no Rio Grande do Sul.

Os dados estão sendo disponibilizados semanalmente, desde o início do mês de fevereiro, por meio do Boletim de Monitoramento Especial da Estiagem no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O intuito é medir estes valores mínimos da vazão em rios da região, apresentar a evolução da estiagem nos dois estados e utilizar estes registros como base em futuros estudos de disponibilidade hídrica.

Os dados de vazão medidos desde o início do ano ultrapassaram a mínima histórica medida nas estações de diversos rios, entre elas a que está situada no Passo Santa Maria, no Rio Piratini, em Bossoroca.

Neste local, a vazão do Rio Piratini é a mais baixa em 50 anos. No dia 23 de fevereiro de 1972, o curso d’água apresentou o nível de 90 centímetros. Já no levantamento realizado no dia 16 de fevereiro deste ano, o Piratini apresentou o recorde histórico de 89 centímetros.  

As mínimas históricas também foram quebradas no Rio Ijuízinho (Colônia Mousquer/Santo Ângelo); no Rio Uruguai (Itaqui) e no Rio Conceição (Ijuí).


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