24/02/2022 às 16h15min - Atualizada em 24/02/2022 às 16h15min

Colônia russa de Campina das Missões lamenta início do conflito na Ucrânia

Rádio Missioneira | Com informações do G1 Rio Grande do Sul

Na região Noroeste do Estado, uma comunidade mantêm as tradições russas muito vivas, apesar da distância do Leste Europeu.  O início do conflito armado entre Rússia e Ucrânia gera apreensão na cidade de Campina das Missões, onde 25% da população possui ascendência russa.

“A gente só espera a paz, não tem outra saída”, defende Jacinto Anatólio Zabolotsky, descendente de russos.

Em Campina das Missões, muitas famílias possuem laços com russos que ainda vivem na Leste Europeu. Os ataques que tiveram início nesta quinta-feira (24) na Ucrânia é um duro golpe para os gaúchos que possuem um carinho especial pela região. 

Os russos chegaram ao Rio Grande do Sul em 1909, segundo o advogado e pesquisador Jacinto Anatólio Zabolotsky, autor do livro “A imigração russa no Rio Grande do Sul”. As terras para os europeus foram oferecidas pelo governo de Borges de Medeiros.

 

“Eles se estabeleceram aqui em Campina das Missões, fundaram o município, mas não era aquilo que foi apregoado. Os que não tinham como [voltar] ficaram aqui, começaram do zero”, relata Zabolotsky, filho de um siberiano.

As terras concedidas pelo governo foram pagas com serviço braçal. Em 1912, foi construída a igreja ortodoxa, que, da mesma forma que no caso dos ucranianos, mantém a comunidade unida até hoje.

Em 1987, foi inaugurada a Praça São Vladimir, conhecida como Praça Russa. O espaço foi recuperado no ano passado, com a construção de uma capela aberta, sem portas e janelas, no meio do espaço público.

Ainda em 2021, Campina das Missões foi reconhecida por lei como “Berço Estadual da Cultura Russa do Rio Grande do Sul”. Um grupo cultural realiza atividades, promovendo espetáculos de dança, as tradições e os pratos típicos do país.


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