07/04/2022 às 14h21min - Atualizada em 07/04/2022 às 14h21min

Assembleia da ONU suspende Rússia do Conselho de Direitos Humanos

É a segunda vez que um país é suspenso do Conselho

Correio do Povo

A Assembleia Geral das Nações Unidas votou, nesta quinta-feira, para suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da organização como punição pela invasão da Ucrânia. Dos 193 membros da assembleia, 93 votaram a favor, enquanto 24 votaram contra e 58 se abstiveram. A votação sugere um enfraquecimento da unidade internacional contra a Rússia.

Para a suspensão, era necessária a maioria de dois terços dos países que votaram a favor e contra na sessão. As abstenções não contam.

Em sua fala, na terça-feira, Volodymir Zelensky pediu que a Rússia fosse expulsa do Conselho de Segurança. Para o presidente ucraniano, se novos caminhos para a paz também não forem encontrados, a alternativa seria a dissolução completa do órgão. Esta é a segunda vez que um país é suspenso do Conselho. A Líbia foi o primeiro, em 2011. Ao contrário da Rússia, o país não era membro permanente do Conselho de Segurança e Trípoli ainda não era membro permanente desse órgão.

O Kremlin lamentou a decisão e advertiu que Moscou pretende "continuar a defender seus interesses por todos os meios legais". A declaração foi feita peloporta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitri Peskov, em entrevista ao canal britânico Sky News.

Já a Ucrânia expressou seu agradecimento pela suspensão da Rússia e afirmou que não cabe a "criminosos de guerra" estarem representados nesta instância da ONU. "Os criminosos de guerra não têm lugar nos organismos da ONU encarregados da proteção dos direitos humanos", declarou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, no Twitter.  "Agradecemos a todos os Estados-membros que apoiaram a resolução [da AGNU] e ficaram do lado certo da história", completou.

A Rússia era membro intermitente desde 2006. Um Estado só pode cumprir dois mandatos consecutivos e depois deve esperar pelo menos um ano antes de ser elegível novamente. O mandato russo estava previsto para expirar em 2023.


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