31/07/2019 às 14h25min - Atualizada em 31/07/2019 às 14h25min

Roque-gonzalense morre antes de receber o tão sonhado transplante de pulmão

Rádio Missioneira
Sempre com um sorriso no rosto. Assim era visto Maxsoel da Silva Maciel durante seus dez anos de vida. Portador de fibrose cística, doença genética que causa complicações nos pulmões e sistêmicas, com risco de morte, o garoto viveu praticamente toda sua vida com os pais e um irmão de 9 anos, na comunidade da Barra do Ijui, Roque Gonzales.
A família humilde, morava em uma escola desativada e, segundo a ex secretária de Saúde de Roque Gonzales, Rejane Weiler, a sua mãe, dona Vanira, conservava o pátio de chão batido sempre bem limpo.
“Todas as vezes que fui lá, sempre o pátio, mesmo em dia de vento, estava varrido” lembra a hoje vereadora e que, quando gestora da Saúde, diz que o caso de Maxsoel ainda não havia se agravado.
Maxsoel aguardou por um transplante de pulmão por quase 5 anos e, recentemente, em abril recebeu a notícia de um doador compatível.
Era preciso se deslocar a Porto Alegre para continuidade do tratamento e a realização do transplante tão sonhado pela família e por Maxsoel que tinha um grande desejo de poder um dia jogar futebol com os amigos, ato que não podia fazer pois faltava-lhe o ar necessário para a prática de qualquer atividade física, ou ser médico “porque ele sempre queria o melhor para os outros”, conforme revela seu primo Eliseu Maciel.
Gremista de coração, seus grandes ídolos eram os jogadores Ramiro, Geromel e Everton.
Para ir a Porto Alegre, os pais venderam tudo o que tinham em móveis da casa, para que pudessem custear a alimentação e moradia.
Uma campanha chegou a ser feita a fim de arrecadar recursos para a permanência da família em Porto Alegre.
Acamado a maior parte do tempo, o acompanhamento diário era feito pela mãe, enquanto o pai Adalberto trabalhava de servente de pedreiro para pagar aluguel e comprar comida, conforme conta o primo Eliseu. “A mãe cuidava dele direto”, acrescenta.
O transplante estava marcado para ser realizado na semana passada, porém Maxsoel teve uma parada respiratória, impossibilitando a realização do procedimento.
Desde então respirava por aparelhos e permanecia internado no Hospital da Criança Santo Antônio, na Capital.
O primo Eliseu conta que no dia em que Maxsoel soube que iria ter que morar em Porto Alegre, chorou muito, pois não queria deixar seus familiares e amigos.
Mas aí ele ficou feliz porque soube que finalmente poderia fazer o transplante e, em breve, retornaria ao lugar que tanto gostava, salienta Eliseu.
Maxsoel, no entanto, retorna para uma despedida terrena. Seu velório acontece nesta quarta (31), na Igreja Assembleia de Deus, na Barra do Ijui, interior de Roque Gonzales.

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