02/08/2019 às 19h41min - Atualizada em 02/08/2019 às 19h41min

Quadro de hoje: história dos Fuzileiros Navais de Porto Xavier

Jornal Fronteira em Notícia
O Caçador de Relíquias de hoje vai contar um pouco da história dos Fuzileiros Navais de Porto Xavier, em especial, Anésio Emilião Ferreira, popular “Viola".
Nascido no Espírito Santo, Anésio, que não conheceu seus pais, entrou para a Marinha aos dezoito anos, no Rio de Janeiro, porém, desmotivado com a violência de lá, pediu transferência para o Sul, vindo para Uruguaiana. Dois anos depois, veio para Porto Xavier.
Quando chegou, em 1962, Porto Xavier ainda nem era município, não tinha energia elétrica e nem ruas tinha direito. Uma das maiores construções era o prédio da Marinha, junto ao rio Uruguai, relata Viola.
“Quando vi aquele vilarejo, pensei em desertar da Marinha e ir embora, mas por carta, minha irmã do Rio de Janeiro me aconselhou a ficar e constituir uma família. Foi aí que conheci a Lurdes e nos casamos, em 1963”, disse Viola.
Viola também relatou que naquela época não havia delegacia de polícia em Porto Xavier, e quem cuidava de tudo eram os fuzileiros. “Fazíamos todo o serviço. Cuidávamos do porto, e não era embaixo de telhado, era no sol, na chuva, com apenas uma capa para se proteger. Cuidávamos também de toda a costa, prendendo contrabandistas e ainda mantínhamos a ordem na cidade”.
O quartel foi desativado em 1978, e agora, passados mais de 40 anos, o prédio se mantém conservado e, recentemente, foi confirmado o retorno da Marinha para Porto Xavier. Serão vinte fuzileiros, que virão acompanhados de suas famílias e fixarão residência em nosso munícipio, dando suporte e segurança para a região de divisa com a Argentina.
Viola aguarda ansioso pela volta dos colegas fuzileiros e relata que com eles por aqui, Porto Xavier novamente ficará ainda mais tranquila e segura.
Na reserva desde o fim dos anos 70, Viola está com 80 anos, vivendo com a companheira Lurdes, com quem teve uma filha e três filhos.

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