06/03/2020 às 04h47min - Atualizada em 06/03/2020 às 04h47min

Com forte suporte do dólar, preços do milho têm novas altas na B3 na 5ª feira

Notícias Agrícolas
Nesta quinta-feira (5), o mercado futuro do milho registrou novo dia de altas na B3. As cotações terminaram o dia com altas entre 0,10% e 1,10%, levando o maio a R$ 50,20 e o setembro a R$ 44,19 por saca nesta sessão. Os preços do cereal no cenário nacional segue estimulado pela alta do dólar, que nesta quinta subiu pela 12ª sessão, registrou ganho de mais de 1,5% e terminou o dia nos R$ 4,651. "A valorização se manteve a despeito de o Banco Central ter vendido 3 bilhões de dólares em contratos de swap cambial tradicional apenas nesta sessão", diz a agência de notícias Reuters. Mais do que isso, o mercado se atenta ainda a seus fundamentos, de estoques ajustados e demanda - principalmente a interna - bastante aquecida. Uma análise da Scot Consultoria estima o consumo interno do cereal em 70 milhões de toneladas. MERCADO INTERNACIONAL Na Bolsa de Chicago, o mercado fechou em a quinta-feira em queda. Os preços perderam entre 2 e 3,25 pontos nos principais vencimentos, com o maio valendo US$ 3,81 eo julho, US$ 3,83 por bushel. Os preços subiram significativamente nos últimos dias na CBOT, motivados por notícias de demanda da China nos EUA pelo cereal e pelos fundos de volta ao mercado de commodities agrícolas após as baixas recentes. E assim, passam por um movimento de ajuste e realização de lucros Aos poucos, o mercado internacional se volta aos seus próprios fundamentos. E nesta quinta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualizou seus números sobre as vendas semanais para exportação com dados dentro das expectativas do mercado. As vendas semanais foram de 769,2 mil toneladas, contra expectativas que variavam de 700 mil a 1,3 milhão de toneladas. Em relação à semana anterior, o total caiu 11% e 29% em relação à média das últimas quatro semanas. O México também foi o maior comprador do grão norte-americano. No acumulado da temporada, o país já comprometeu 26.642,1 milhões de toneladas, ainda bem abaixo de mais de 40 milhões do ano passado, nessa mesma época. O departamento americano estima que os EUA exportem 43,82 milhões de toneladas no ano comercial 2019/20. No paralelo, porém, os traders ainda monitoram as notícias sobre o coronavírus e seus efeitos sobre a demanda chinesa.
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